quarta-feira, 31 de julho de 2013

Instruções no blog:

Assistam a http://vimeo.com/67642337

Quais ideias de engenharia para o desenvolvimento de
comunidades voce considera especialmente instrutivas, a partir do video? Quais os aspectos que lhe chamaram a atencao na metodologia e forma de trabalho do D-Lab segundo Amy Smith?




21 comentários:

  1. O D-Lab perpassa uma visão diferenciada acerca da aplicação e do desenvolvimento da engenharia.
    Chama atenção o foco na resolução de problemas de maneira adaptativa e cooperativa cultivado pela iniciativa. Adaptativa no sentido de repassar ao público alvo de cada trabalho o conhecimento necessário para o melhoramento das soluções elaboradas; cooperativa no sentido
    de prever a participação da própria comunidade no fluxo dos projetos (visto o caso "the chlorination system in honduras" e os melhoramentos que o encanador fez no equipamento).

    O contato com as pessoas que convivem com os problemas a serem resolvidos e a utilização de materiais simples para o desenvolvimento de produtos são ideias bastante interessantes a serem citadas. Essas características que tangem os projetos do D-Lab permitem, além de uma formação prática e instrutiva tanto dos alunos como das pessoas das comunidades alvo, uma formação moral diferenciada por parte dos estudantes e uma mudança de hábitos e eventuais acomodações por parte das pessoas atendidas. Esse último aspecto pode ser percebido no caso "creative capacity building in Uganda", que certamente modificou psicologicamente o povo de uma comunidade que acabara de sair de uma guerra, pois o projeto trás uma ideologia de
    acreditar no potencial das pessoas, quebrando com a sensação de impotência de homens e mulheres nessa situação.

    Finalizando, é válido citar que a crítica feita pela Amy à citação "Education is important so then people can learn to use the technologies we choose to give them" consegue resumir bastante do trabalho feito pelo D-Lab. Os esforços realizados por essa iniciativa no sentido de promover o contato da engenharia com problemas que atingem uma população pobre têm um potencial
    muito grande para a pluralização da visão de um engenheiro e para a promoção de impacto social positivo.

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  2. O D-Lab é uma iniciativa que visa solucionar problemas de comunidades carentes. Diferentemente do convencional, essa iniciativa interage diretamente com as comunidades procurando problemas no cotidiano delas e, assim, discute as melhores formas de resolver aqueles conflitos. O conhecimento necessário para a solução de um problema é construído conjuntamente com as comunidades e muitas vezes a própria comunidade adapta o conhecimento adquirido com as ferramentas disponíveis.
    As ideias de engenharia para o desenvolvimento de comunidades relevantes no vídeo foram o uso de materiais simples e baratos que tornavam os projetos mais viáveis e acessíveis como o caso do teste de qualidade da água e do moedor de grãos de milho.
    Um aspecto interessante na metodologia do D-Lab é o fato do conhecimento ser passado à comunidade de modo que ela possa desenvolver a tecnologia mais viável com as condições do ambiente onde vive.

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  3. Sem dúvida o Creative Capacity Building que eles fizeram em Uganda é a mais instrutiva, pois incentiva as pessoas a pensarem para resolver os seus próprios problemas. Dessa maneira, além de ajudarem as pessoas a resolverem os problemas que elas tinham quando eles chegaram, incentiva eles a terem suas próprias ideias para resolver outros problemas, até mesmo problemas que não existiam antes.
    O que mais me chamou a atenção na metodologia e forma de trabalho do D-Lab foi o fato de eles envolverem a comunidade em todo o processo de criação e de execução dos projetos e, principalmente, na parte da percepção do problema. Uma coisa é a pessoa de fora perceber que existe certo problema e ver uma maneira de melhorá-lo, outra é uma pessoa que vivencia o problema e explica o problema e participa do projeto de desenvolvimento da solução do problema. Outra coisa que chama a atenção é o fato de os estudantes também estarem bem envolvidos nos projetos de uma maneira efetiva, não só na idealização dele, mas colocando a mão na massa também.

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  4. A partir do vídeo e dos conhecimentos acerca do D-Lab é vê-se como essenciais as três principais características que o formam: diálogo, design e disseminação (que são o próprio tripé da filosofia do laboratório)
    A parte de diálogo abrange uma aproximação com o desafio, quando possível uma imersão completa no ambiente, fazendo da vivência um recurso essencial para entender e criar soluções, como mostra a primeira turma do D-Lab indo para o Haiti trabalhar em campo.
    Na parte de design está o processo caótico de design em si, passando pelos ciclos de aproximação/enquadramento do problema, geração/teste de soluções e prototipagem da solução refinada, isso pode ser visto não no vídeo, mas nos estudo de caso da prensa de carvão (outro projeto de Amy Smith, caso queiram o estudo podem me pedir pessoalmente), em que esse ciclo é realizado várias vezes (as vezes pulando algumas etapas) e chegou-se ao quarto modelo este ano.
    Na parte de disseminação, focando mais no processo e não nas tecnologias, um ponto crucial é o trabalho conjunto com moradores do local, atividade que o "creative capacity building" engloba, pois isso desenvolve a capacidade das pessoas de desenvolverem os protótipos e de criar novos, visto o caso "the chlorination system in Honduras" (desenvolvimento) e o caso "creative capacity building in Uganda" (criação).
    Essas características parecem não só essenciais mais suficientes em conjunto para a criação de solução viáveis para problemas reais com foco em desenvolvimento social.

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    1. D-Lab é um programa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que promove o desenvolvimento de tecnologias apropriadas e soluções sustentáveis no âmbito do desenvolvimento internacional. A missão da D-Lab é melhorar a qualidade de vida das famílias de baixa renda através da criação e implementação de tecnologias de baixo custo. As tecnologias aplicadas pelo D-Lab também servem como veículos de ensino que permitem aos alunos adquirirem uma visão otimista e prática de seus papéis no combate à pobreza.

      Dentre as ideias de engenharia que o programa apresentou para o desenvolvimento de comunidades que podemos considerar especialmente instrutivas está a do desenvolvimento da câmara incubadora de baixo custo.

      A câmara incubadora é um importante dispositivo para analisar a qualidade da agua que se pretende consumir. Com esta ideia o D-lab tornou possível que regiões carentes pudessem desenvolver, com seus próprios recursos, métodos para analisar a água de consumo. Trata-se de uma ideia simples em que basicamente se mantem um recipiente a mesma temperatura do corpo humano. Se a amostra de agua que estiver neste recipiente durante um período de 24 horas propiciar o crescimento de bactérias então a agua está impropria para consumo. Para manter este recipiente à temperatura do corpo humano por este período prolongado adiciona-se ao recipiente um produto químico que muda de fase exatamente a esta temperatura. Desta forma durante a mudança de fase a temperatura se manterá constante por um longo período, e por esse motivo o dispositivo é chamado de câmara incubadora de mudança de fase. A câmara incubadora teve muito uso no norte de Honduras em 1999.

      Os aspectos que chamam a atenção na metodologia de trabalho do D-Lab são os de desenvolvimento de projetos:

      • para reais necessidades existentes na sociedade carente, pois nos dias atuais muitos projetos são para o mundo desenvolvido e não têm tanta importância para sociedades carentes que tem baixo índice de desenvolvimento.

      • que trazem soluções para pessoas que vivem com menos de $ 3,00 (três dólares) ao dia. Desta forma estes projetos analisam o dia a dia de sociedades carentes e identificam problemas do cotidiano. À partir daí, trazem soluções simples de baixo custo usando recursos e mão de obra local.

      • focados em trazerem soluções tecnológicas. Desta forma os problemas são analisados considerando o que pode ser feito para resolvê-lo implementando uma tecnologia de baixo custo usando recursos locais. As soluções tecnológicas usadas podem seguir modelos que foram empregados e bem sucedidos em outras comunidades carentes.

      • que usam mão de obra local para realização e trazem o aprendizado através dos experimentos. Para isso envolve a comunidade local desde o desenvolvimento do projeto até emprego da solução prática de uma forma bastante interativa, inclusive adotando sugestões da comunidade local.

      • multidisciplinares, ou seja, que exploram várias áreas do conhecimento. Para isto faz uso de diversas tecnologias, sempre com um enfoque de baixo custo e simplicidade, usando recursos locais.

      • trabalhando com a comunidade e não somente para a comunidade. A participação da comunidade nos projetos é fundamental para torná-la apta a ter iniciativas futuras de aprimorar o atual projeto e também de desenvolver projetos para solucionar problemas futuros.

      • que desenvolvem a capacidade de construir na comunidade. Isto já foi verificado na prática, pois muitas vezes à partir de um projeto desenvolvido juntamente com a comunidade, observou-se que estímulos são criados e a comunidade adquire esta iniciativa de gerar soluções tecnológicas simples para diversas outras situações do cotidiano.

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  6. O D-Lab do MIT tem como grande diferencial a aplicabilidade de suas soluções tecnológicas aos mais diversos tipos de problemas de comunidades carentes. A ideia de soluções reais para problemas reais faz muito sentido, visto que a engenharia existe para solucionar os problemas tecnológicos da sociedade. Para atingir o objetivo, o método utilizado é, sem dúvida, imprescindível. O programa Creative Capacity Building é um exemplo disso e da sustentabilidade das tecnologias desenvolvidas. Com o incentivo da participação da comunidade no desenvolvimento de soluções e do aumento de suas habilidades em resolver problemas, o D-Lab cria vários pólos locais de desenvolvimento de tecnologias, caracterizando assim a sustentabilidade.
    A metodologia no laboratório se mostra muito interessante graças ao alto nível de motivação dos participantes, fazendo com que os mesmos vejam o impacto de seus trabalhos através das visitas feitas às comunidades.

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  8. D-Lab é um programa que busca o desenvolvimento tecnológico sustentável em escala global com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas carentes atraves da criação e aplicação de tecnologias de baixo custo.
    Para alcançar esse objetivo o grupo do MIT interage diretamente com as comunidades atendidas, é interessante notar a participação dessas comunidades, por exemplo.
    No método Creative Capacity Building, no qual se preparam e incentivam pessoas para a criação de tecnologias para a melhora da qualidade de vida, por meio da geração de renda, melhoria na saude, aumento da segurança.
    Essa metodologia baseia-se na cooperação e participação da comunidade afetada no desenvolvimento de soluções para os próprios desafios. Isso se torna possível por meio do incentivo ao desenvolvimento das capacidades dos individuos da comunidade

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  9. O D-Lab é uma iniciativa que se diferencia muito do modo convencional de se desenvolver tecnologia pelo fato de levar em conta a realidade das comunidades para as quais essa tecnologia é desenvolvida. Além disso, há uma preocupação na sustentabilidade da tecnologia dentro da comunidade e na capacitação desta para criar a própria tecnologia. Um exemplo em que isso fica muito claro é o do caso "the chlorination system in Honduras", em que a comunidade trouxe melhorias ao projeto.
    Um coisa que chama a atenção na metodologia do D-Lab é essa ideia que parece revolucionária de desenvolver tecnologia ouvindo e integrando as comunidades para resolver seus problemas. Afinal, o desenvolvimento tecnológico hoje permite a criação de máquinas que realizam coisas incríveis, mas não em qualquer ambiente. Algumas das tecnologias criadas no D-Lab chegam a chamar a atenção pela sua simplicidade, e mesmo assim causam muito mais impacto do que causaria uma tecnologia mas elaborada.
    Por fim, um ponto a se comentar na questão do D-Lab é que ele mostra que a engenharia pode solucionar muitos problemas sociais que são enfrentados hoje desde que haja interesse em criar tecnologias sustentáveis dentro da realidade de cada comunidade.

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  10. O D-Lab é uma iniciativa desenvolvida pelo o MIT com o intuito de desenvolver e melhorar as condições de comunidades carentes por meio da implementação de soluções tecnológicas. Vale notar que essas soluções adotadas pelo D-Lab devem ser focadas para problemas e recursos existentes nas comunidades.

    O pontos mais interessante da metodologia e da forma do D-Lab é
    trabalho com comunidades, não para comunidades, pois isso cria uma sinergia com a comunidade, fazendo com que o trabalho conjunto desenvolva a comunidade e torne a solução mais duradoura. O trabalho conjunto também facilita o processo de solução do problema.

    Das soluções desenvolvidas pelo D-Lab, achei que o Creative Capacity Building foi a mais especialente instrutiva, umas vez que, ao instruir as comunidades sobre métodos de criação de tecnologia social, o D-Lab está criando processos para a atuação independente das comunidades, e assim, deixando um impacto extremamente duradouro.

    Vejo também como soluções bastante instrutivas a método de avaliação da qualidade de água, uma vez que essa solução trás informações e cuidados para as comunidades sobre o importante recurso que é a água, e o debulhador de milho, pois mostra como tecnologia simples podem aumentar muito a eficiência de trabalho dessas comunidades e,consequentemente, impactar na sua economia e qualidade de vida.

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  11. D-Lab é um programa realizado pelo MIT, que procura o desenvolvimento de tecnologias com a finalidade de obter soluções sustentáveis para diversos problemas da sociedade. O foco do programa é na melhoria das condições de vida de pessoas de baixa renda.
    Após pouco mais de dez anos de sua criação, o D-Lab já apresentou uma vasta quantidade de soluções de engenharia para diversos ambientes. Todo ser humano precisa de água, e por isso a câmara incubadora foi um dos projetos apresentados. Este projeto avalia a qualidade da água para consumo. O processo é bem simples e utiliza materiais baratos.
    Analisando a metodologia e a forma de trabalho do D-Lab, interessou me os seguintes fatos:
    *Como Amy disse, eles não trabalham para a comunidade, mas sim, trabalham com a comunidade, focando em criar capacidade e desenvolvimento nas comunidades. Esse aspecto é bem forte e permite a sustentabilidade da comunidade;
    * A multidisciplinariedade e busca por soluções tecnológicas também são pontos importantes;
    *Soluções focadas em problemas cotidianos, voltadas para as pessoas carentes;
    *Seguindo a linha da sustentabilidade e de foco em população de baixa renda, as soluções propostas utilizam materiais baratos.

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  13. O D-Lab é uma iniciativa do MIT que visa melhorar a vida de pessoas pobres de todo o mundo, por meio de tecnologias de baixo custo (tecnologias sociais). É muito interessante perceber que este programa funciona como grande aprendizado de engenharia para os alunos, que lidam com problemas desafiadores e reais do cotidiano de muitos humanos, o que estimula o aprendizado, além de formar a consciência cidadã. Assim, o ensino de engenharia se torna muito mais eficaz pois é estimulante e contextualizado, além de promover um impacto social muito positivo.
    O que chama muito a atenção na metodologia e na forma de trabalho do D-lab segundo Amy Smith é após saber fazer a determinação clara de qual é o desafio (por exemplo, tornar o trabalho de tirar os grãos de milho da espiga) desenvolver uma tecnologia de baixo custo específica para este problema (no caso, desenvolver uma máquina específica para esta função). É impressionante notar a felicidade da comunidade local ao comparar antes versus depois da implementação desta tecnologia (fim de um trabalho demasiadamente desgastante fisicamente, ao se aumentar em 40 vezes a eficiência deste trabalho por meio das máquinas de baixo custo).

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  14. Penso que é parte de todo engenheiro a necessidade natural de querer resolver problemas. Por que não, problemas que atingem principalmente a parte marginalizada da sociedade? É pensando nesta qualidade concernente a todos seus alunos futuros engenheiros que Amy Smith, com o D-Lab, insere a responsabilidade social como premissa de um bom engenheiro. Motivados pela ótica da engenharia, os alunos são convidados a visitar países em desenvolvimento (muitos até subdesenvolvidos) e identificar no meio em que vivem a sociedade local modos de melhorar a qualidade de vida das população que nela se insere. É para isto que serve (ou deveria servir) um engenheiro. Nada mais. Encontrar soluções para que o desenvolvimento ocorra e retirar obstáculos que o impeçam de fluir. Isto é engenharia. Atrelado a isto, ouso dizer que toda tecnologia deveria ser social, ou pelo menos em parte social (se é que isto pode existir). Para quê criar uma nova tecnologia, se tal tecnologia não se compromete em minimizar as mazelas inerentes à pobreza que assola a parte marginalizada de uma população? O motivo é cabal: lucros e interesses das grandes corporações. Mas a isto não compete este texto.

    Pontos importantes do vídeo merecem ser citados. Além dos exemplos, há uma determinada ocasião em que Amy conta sobre um jovem que usa partes de uma bicicleta para construir um tipo de "furadeira" com uma broca giratória. E ela diz que muitos dos estudantes dela do MIT não conseguiriam fazer aquilo. Pois bem, isto sintetiza com perfeição a situação do aluno de engenharia em algumas universidades: o apelo teórico. O rapaz citado no vídeo não detém nenhum conhecimento técnico sobre engenharia, no entanto, exerce a profissão de engenheiro com plenitude. E assim o faz, possivelmente sem saber o que é uma derivada ou uma integral. Ora, mas realmente esta não é definição de engenheiro, apesar do que encontramos nas ditas "melhores escolas de engenharia"...

    Outro ponto, é o da construção do colégio. Com a ideia inicial de se construir uma biblioteca, as pessoas se empolgaram bastante, mas depois quando alguns meses se passaram, a empolgação diminuiu e a obra ficou parada. As pessoas não queriam uma biblioteca e sim um colégio! E assim o fizeram. O ponto importante a se destacar é que as pessoas da população local queriam um colégio. Sentiam falta de um colégio. E com a ajuda, talvez mínima que seja, da Amy, eles fizeram um colégio (e que possivelmente tem uma biblioteca). A questão é: quantas sociedades espelhadas pelo mundo estão na mesma situação? As pessoas estão em condições limites de pobreza, poderiam clamar por inúmeras coisas, mas o que elas querem é estudar. Não há espaço para preguiça ou desculpas, o que falta para elas é apenas a oportunidade. E quão bom seria o mundo se cada oportunidade dessas cabesse ao engenheiro que preza por valores morais incorruptos. Além disso, talvez as pessoas desses povos marginalizados vejam que a educação é a único método capaz de melhorar a situação em que se encontram. É um exemplo para o mundo esta forma de querer mudar seu futuro com as próprias mãos e baseando-se no ensino. Cabe aqui dizer que o governo de qualquer país tem ciência disto. E se assim não agem para mudar a situação de seus Estados é por que a maior fonte de lucro que existe é e sempre será a pobreza.

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  15. O D-Lab traz de forma eficiente e inovadora uma série de aspectos abordando a formação de um engenheiro. E, no contexto de formação, está se abordando principalmente a proposta de trazer soluções para problemas do dia-a-dia, proporcionar desenvolvimento a sociedade.

    Primeiramente há o contato com empreendedorismo social. Este é um termo que vem ganhando força com as chamadas empresas de setor 2,5 no cenário econômico e, através do D-Lab, a Amy pode trazer para os seus alunos oportunidades aplicáveis para o cotidiano da população. Afinal de contas, está se propondo problemas reais com propostas de solução sustentável.

    Em outro plano, mas não menos importante, está sendo oferecido a oportunidade para os alunos realmente aplicar a engenharia. Vê-se a aplicação de conhecimentos técnicos, mas mais do que isso, fica visível aos estudantes que o ato de colocar a "mão na massa" e trabalhar em um projeto real é extremamente necessário para adquirir conhecimentos práticos que por muitas vezes no curso usual da faculdade você não iria adquirir. Até porque existe uma explicação para as vezes um mestre de obra saber mais sobre construir uma casa do que um engenheiro civil.

    Além disso, o conceito do D-Lab é muito interessante ao se atrelar a responsabilidade social. Junto a aplicação de tecnologias, você está realmente ajudando comunidades carentes sem tantas condições financeiras. Mas se torna de fato uma ajuda sustentável e perdurável nas regiões quando se trabalha junto com as pessoas da comunidade, como é o caso do D-Lab. Dessa forma está se capacitando os moradores a resolução de problemas por conta própria.

    No Brasil existem algumas aplicações parecidas com o D-Lab. Além de eventos proporcionados pela Aiesec, já existiram formatos de "Oasis" que contava com a colaboração do público em geral volutário para ajudar comunidades carentes. Um exemplo foi no desastre em Santa Catarina com alto índices de chuva há 4 anos onde foram reconstruídos pontes e praças com materias naturais e baratos. Um exemplo de ótimo projeto do D-Lab para aplicação no Brasil é a câmara de análise da qualidade da água. Problema inerente a diversas comunidades próximas a gente.

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  16. A partir do vídeo considero que o "Creative Capacity Building" é a ideia mais instrutiva para as comunidades visitadas pelo projeto pois passa ideais como: autossuficiência, no sentido de ser capaz de resolver problemas que antes pareciam fora de seu alcance e depois parecem relativamente simples; valorização de recursos simples, se é possível empilhar livros com 2 folhas sulfites o que se pode fazer com recursos disponíveis numa aldeia é extremamente abrangente. Além disso passa também um pequeno conhecimento técnico, o suficiente para que pessoas que nunca tiveram contato com ferramentas sejam capazes de desenvolver os próprios produtos.
    Os aspectos que mais me chamaram a atenção na metodologia do D-lab foram: tecnologia focada na solução de problemas, pois é uma faceta muito nobre da tecnologia que raramente está aparente; aprendizado experimental e "mão na massa", são dois tipos de aprendizado que realmente prendem os alunos e impactam os mesmos de maneira benéfica; trabalhando com e não para comunidades, acredite que esse seja o mais importante deles pois é a partir deste que surge a possibilidade de construir capacidade em uma comunidade, se não fosse o fato de os alunos se integrarem e serem acolhidos pela comunidade pra qual eles vão a mesma não seria capaz de aprender e reproduzir o que lhe foi ensinado.

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  17. A iniciativa do D-Lab é focada principalmente em resolver problemas das comunidades ensinando-as a fazer o mesmo durante o processo. Além disso ele oferece assim uma chance aos alunos do MIT de aplicarem de forma direta conhecimentos técnicos em projetos com aplicação direta e pratica no dia-a-dia de uma comunidade usando. A proposta é que alunos vão e tenham contato com os problemas de comunidades pobres, identifiquem esses problemas e voltem para desenvolvimento de ideias de como melhorar a comunidade, após 6 meses os alunos retornam e implantam suas soluções, também incentivando os locais a desenvolverem novas soluções para outros problemas, assim tornando o desenvolvimento sustentável.
    Concordando com o Mauro, também acredito que o trabalho realizado em Uganda foi de longe o mais impactante nas comunidade. O método de Creative Capacity Building implantado por lá gerou um impacto tão grande que gerou o surgimento de um grupo de tecnologia com o propósito de manter o espírito do desenvolvimento tecnológico na comunidade afim de melhorar a qualidade de vida na região, e isso é muito impressionante!
    A abordagem de resolução dos problemas das sociedades dada por Amy Smith chama atenção para seu aspecto indireto e não imediatista, no sentido de que o objetivo não é encontrar a um problema e entregar a solução pronta para a comunidade, mas sim envolver a comunidade no desenvolvimento e na implantação de uma solução, buscando assim uma abordagem visando o desenvolvimento a longo prazo da comunidade de forma sustentável.

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  18. Acredito que a ideia mais instrutiva ao desenvolvimento de comunidades seja a de consciência de que o desenvolvimento de um projeto é tão importante quanto o resultado final dele. Isso porque o método implementado estuda todo o problema e sua contextualização em cada região específica, sem ter uma 'receita' a ser aplicada.
    O que me chama a atenção no trabalho de Amy é o tamanho de seu alcance dada a sua simplicidade. E isso, penso eu, é resultado de um programa muito bem estruturado.
    O programa de Amy desperta nos alunos o interesse de ajudar as comunidades mais pobres ao redor do mundo a partir dos conhecimentos adquiridos em sala de aula e das ideias que cada um tem, incentivando-os, assim, a criar de forma contínua e diversa.
    Além do aprendizado acadêmico e do enriquecimento pessoal desses alunos, o programa promove, também, o crescimento e o desenvolvimento das pessoas que vivem nas comunidades modificadas.
    O impacto, além do que pode ser visto, fica na consciência das pessoas, que têm suas vidas modificadas definitivamente e que passarão a querer dar continuidade ao trabalho em sua própria comunidade e além dela.

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  19. A ideia do D-Lab é muito legal porque foge um pouco da ideia inicial que as pessoas tem de engenharia que seria aquela de feitos "megatecnológicos" e "megachamativos", como prédios que desafiam as leis da engenharia, robôs capazes de ter inteligência articial, entre outros, e se associa a uma parte ainda pouco "focada" pela engenharia que é a social, que vejo como a criação de soluções acessíveis para problemas recorrentes em comunidades carentes.

    É bacana perceber também que o D-Lab se foca em resolver os problemas junto com a comunidade, ou seja, usando a mão-de-obra da comunidade e também os materiais que eles podem oferecer; isso cria o sentimento de dono e uma empolgação maior com o projeto que as pessoas terão com a solução para dado problema.

    Toda essa interação entre a engenharia social e a comunidade traz um engrandecimento para ambos os lados; de um lado, os engenheiros que "quebram" cabeça para criar a solução para um problema da comunidade, e do outro lado está a comunidade que vê naquilo um aprendizado e uma forma de ajudar ela e outras comunidades que possam ter o mesmo problema.

    A proposta do D-Lab é interessante tanto para uma pessoa seguir carreira nessa área de engenharia social, quanto para participar pontualmente e adquirir um grande crescimento, tanto pessoal como profissional.

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  20. 1 Quais ideias de engenharia para o desenvolvimento de comunidades voce considera especialmente instrutivas, a partir do video?
    A câmara incubadora é um projeto bastante interessante, do ponto de vista de que a água a substância mais importante para a vida como um todo.
    Ao verificar o crescimento e desenvolvimento de bactérias na água dentro de uma câmera em que ela fica na temperatura do corpo humano, é possível saber se a água está própria para o consumo ou não de um forma simples, inteligente e de baixo custo, o que é muito bom para ser aplicado em comunidades de baixa renda.

    2 Quais os aspectos que lhe chamaram a atencao na metodologia e forma de trabalho do D-Lab segundo Amy Smith?

    O fato de haver interação direta entre a iniciativa e a comunidade que está enfrentando os problemas, de modo que eles possam, juntos, discutir o problema e encontrar uma solução de baixo custo para ser trabalhada em conjunto.
    Essa idéia é muito interessante por que muitas vezes pessoas que não fazem parte de uma determinada sociedade não tem a mesma percepção de como o sistema funciona por lá e ao ver algo que considera um problema acha que tem a melhor solução sem realmente saber o que as pessoas do local precisam ou querem.
    Como dito pela Amy, eles não trabalham para a comunidade e sim com a comunidade. No modo como a iniciativa faz, eles realmente escutam e interagem com a sociedade de modo que não chegam com uma solução pronta, eles trabalham junto com as pessoas, o que é muito bom, por que as pessoas, ao participarem do processod e contrução sentem uma identidade maior com a idéia e se consideram parte da solução de modo que se dedicam mais ao trabalho e se esforçam mais para que a solução continue funcionando.

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